Respeitável público! Entram no picadeiro os inseparáveis gêmeos siameses!

5 out

Unidos pelo tronco, mas com cabeças diferentes – uma verde, outra azul – eles estão em uma constante briga. Um contra o outro, não percebem que estão grudados no mesmo corpo: o corpo da burocracia institucional.

A política acadêmica da faculdade anda muito parecida. Na verdade, ela anda “univitelínica”. Esses gêmeos se transformam em burocratas, que defendem interesses particulares, mas se escondem atrás de grossa maquiagem: O CAHS “nunca fez tanto Movimento Estudantil” (mas não quis enviar delegação ao Encontro Nacional); O CAHS “funciona por coordenações” (que nunca fazem reuniões); afirma-se “plural” (mas defende uma falsa “neutralidade” conservadora); discute “gênero” (mas vai aos Jogos Jurídicos cantando “caloura puchiana”).

Neste circo, o papel dos siameses é a mágica eleitoreira: sua principal atração. Grandes eventos e publicações lançadas duas semanas antes das eleições. Instalam-se televisões e mesas de sinucas, como os políticos que abrem estradas e constroem escolas. E, acreditem, há fraudes aqui como em Brasília (os votos de suínos valem o dobro!). Que ótimos mímicos!

Neste picadeiro, o Movimento Estudantil funciona como delivery, os gêmeos não querem que os estudantes levantem o traseiro da carteira para nada: não fazem assembleias nem reuniões e só “mobilizam” os estudantes PARA uma consulta que, claro, prescinde o debate.

Puxando um o cabelo do outro, pautam-se pela pequena política – qual festa é mais barata, qual marca de festa é ou não “propriedade” dos estudantes, qual é a data do estatuto para isso e aquilo… Não vão além do óbvio: “competência”, “eficiência”, “gestão”. O CAHS é uma microempresa e o ME um serviço de atendimento ao consumidor.

Os siameses se prendem a instituições hierarquizadas, têm presidente ou dono, e são financiados pelos professores, que dão milhares de reais com uma mão, para pegar vinculação política e servilismo com a outra. O autofinanciamento ainda é um mistério para esses gêmeos.

Democracia não é defender interesses particulares (seja o IRA de um formando, ou o ramo do direito que sua família estuda) e renovação não é repetir formas burocráticas. Por isso,  Coletivo Maio convida a todos para tocarmos fogo nesse circo! É o fim do picadeiro, porque essa baixa política acadêmica de irmãos siameses que só debatem picuinha e obviedades é o fim da picada!

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