A questão racial na Universidade

11 abr

Na Semana de Lutas da FENED, foi discutida a marginalização da questão racial na universidade brasileira. Existe, de fato, não apenas uma exclusão generalizada da população negra das universidades (ao passo que 45% da população brasileira se considera negra, existem apenas 3% de discentes e menos de 1% de docentes negros nas universidades brasileiras), mas também uma marginalização da própria discussão sobre o problema, tratado como “página virada da história”. É comum as pessoas apoiarem-se num mito de já conquistada democracia racial (afinal, “não somos racistas”) e esquecer que a história do Brasil tem quase 400 anos de escravidão institucionalizada e que desde então quase nada se fez para garantir aos negros e negras o acesso ao trabalho digno, à educação, aos espaços sociais de poder.

Na própria Santos Andrade, em que se discutiu intensamente, há alguns anos, as ações afirmativas na UFPR, hoje quase não se fala mais no tema e no que significou a implementação das cotas. É preciso resgatar esses debates e a luta de estudantes de direito contra a opressão racial! Precisamos discutir a importância da ocupação das universidades pela juventude negra, mas é preciso discutir também sobre os jovens negros que estão nas periferias, que são criminalizados e exterminados pelo Estado, e sobre o recorte racial que permeia o próprio Direito.

O Coletivo Maio pretende, no mês de seu aniversário, iniciar um ciclo de formação sobre o tema, para o qual você está convidado(a)!

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