Arquivo | maio, 2012

Avaliação do Coletivo Maio – Evento do Comando de Mobilização do Direito 24/05

25 maio

Na última quinta-feira (24/05), ocorreu o debate “Greve na Universidade: o que eu tenho a ver com isso?” do Comando de Mobilização do Direito, com os Professores Luís Allan Küntze, presidente da APUFPR, e Ricardo Prestes Pazello, professor de Antropologia Jurídica da faculdade, em que foram discutidas as perspectivas da greve na Universidade e os próximos passos do movimento grevista.

O Comando de Mobilização dos Estudantes de Direito, surgido após deliberação de sua reativação em Assembleia dos Estudantes de Direito (14/05), realizou ontem um debate com os estudantes para discutir e esclarecer os processos de greve que tem ocorrido nas IFES (Instituições Federais de Ensino Superior). Dentre os repasses dados pelos professores, comentou-se o fortalecimento repentino do movimento, que já conta com 44 instituições em estado de greve, bem como demonstrações da precariedade pela qual tem passado o ensino público, tendo sido citados exemplos alarmantes como contêineres transformados em salas de aula na Unifesp, no campus de Santos, ou o caso do Instituto Federal de Palmas, no qual um único curso de Direito conta com somente 6 professores para os todos 5 anos. Do mesmo modo, também não faltaram críticas e apontamentos sobre as precarizações vividas na nossa própria universidade, a UFPR, assim como no curso de Direito. Por fim, foi tirado o indicativo de atividades comunitárias entre professores e estudantes durante a greve, tanto no movimento geral quanto localmente, no Direito.

O Coletivo Maio avalia muito positivamente o diálogo travado na atividade. É notório que o movimento grevista cresce e se consolida cada vez mais em todas as categorias que compõe a universidade: técnicos, professores e estudantes. É evidente que tamanha insatisfação não surge do nada, mas decorrem de um governo intransigente que se recusa cada vez mais a dialogar com a comunidade universitária e construir um projeto de educação popular que envolva a ampla discussão das categorias. Neste cenário de sucateamento progressivo da educação pública, vemos a mobilização e a organização das categorias como únicas alternativas de defesa da qualidade de ensino. Por isto, convocamos a tod@s @s estudantes de Direito para que compareçam às reuniões do Comando de Mobilização, que ocorrem toda terça-feira, às 11h, na subsede do CAHS. Por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

Anúncios

Avaliação II Seminário de Direitos Humanos da FENED

24 maio

Neste último final de semana, durante os dias 19,20,21, aconteceu o II Seminario de Direitos Humanos da FENED, desta vez no Rio de Janeiro. O Coletivo Maio avalia muito positivamente o espaço, que, dada a conjuntura nacional, contou com paineis de temáticas essenciais para a compreensão e intervenção dos estudantes de direito em suas diferentes localidades, sendo assertivo seu tema “Modelo de Desenvolvimento e Tratamento Penal da Miséria“. A Federação afirmou mais uma vez seu caráter de luta. Ademais, o número de participantes aumentou consideravelmente desde a primeira edição do evento ano passado, o que demonstra uma maior capilarização da Federação nas faculdades de direito. Acreditamos que o próximo passo vem nesse sentido, de trazer para dentro de nossas escolas os acúmulos da FENED e encampar processos e campanhas articulados nacionalmente com vistas a fortalecer nossa intervenção e o peso político que pode ter um instrumento representativo dos estudantes.

Acesse aqui o material distribuído pelo Coletivo durante o evento: Contribuição ao II Seminário de Direitos Humanos

Mais informações sobre a federação: http://www.fened.org.br/

Posicionamentos do Coletivo relativos à Assembléia de Direito 14/05!

23 maio

Acesse o material aqui:

Panfleto Assembléia 14/05 – Posicionamentos do Coletivo

Ato Contra a Homofobia na PUC-PR hoje!

16 maio

Boa Tarde, navegantes.

Nós do Coletivo Maio ficamos sabendo de mais um caso de homofobia, desta vez na PUC. Duas alunas, ao caminharem abraçadas pelo corredor da universidade, foram constrangidas por um professor, que disse que a conduta delas não era permitida dentro da universidade. Ficou óbvio o ataque homofóbico às meninas, que informaram amigos próximos. A partir daí, houve a confecção da Moção de Repúdio (que segue este introdução) e a construção ato contra a Homofobia que ocorrerá nesta quarta-feira (16/05).

Ao passo que somos comprometidos com a luta incessante contra as opressões dessa sociedade capitalista, heteronormativa, racista e elitista, nós do Coletivo Maio convidamos todas e todos @s estudantes do curso de Direito a compor o ato, que ocorrerá no campus da PUC-PR às 18h, seguido de um debate às 19h.

Moção de Repúdio à agressão lesbofóbica sofrida por estudantes da PUCPR

Viemos, através desta, expressar nosso profundo repúdio à agressão lesbofóbica sofrida pelas estudantes dos cursos de Sociologia e Serviço Social da PUC do Paraná, por um Profº, que identificou-se como Wesley Santana. Na ocasião do fato, o citado abordou as estudantes de forma grosseira, solicitando o nome das mesmas e afirmando que não aceitava esse tipo de atitude dentro da instituição (a atitude a qual ele se referia era as estudantes estarem de mãos dadas no corredor da Escola de Educação e Humanidades da PUCPR).

É inadmissível que essas situações ocorram no interior de uma universidade, a qual deve ser um espaço de promoção do conhecimento e do respeito as diversidades. A homofobia, bem como o racismo e o machismo, são males que a cada dia fazem mais vitimas em todo o mundo, sendo o nosso país campeão de agressão a LGBTTs e a mulheres, e por isso não podemos aceitar que manifestações como a que ocorreu na PUCPR continuem ocorrendo. Por fim, expressamos nossa total solidariedade às estudantes, fazemos um chamado a todas organizações a se manifestarem sua indignação ao ocorrido, e que a Reitoria da universidade abra uma sindicância para apurar o caso.

‘’A nossa luta é todo o dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia’’.

Curitiba, 08 de Maio de 2012.

ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes Livre
Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
Coletivo Maio
Grupo de Gênero – Direito UFPR
CAASO PUCPR – Centro Acadêmico Autônomo de Sociologia
CAEF UFPR – Centro Acadêmico de Educação Física
CASS PUCPR – Centro Acadêmico de Serviço Social
DCE EMBAP – Diretório Central de Estudantes da Escola de Música e Belas Artes do Paraná
ENESSO – Executiva Nacional das Estudantes de Serviço Social
LPJ – Levante Popular da Juventude
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

Mas, qual cidade?

10 maio

Fala-se muito das relações sociais (e desiguais) das pessoas de forma abstrata, deslocada da concretude do mundo, como se de fato, os casos que nos chegam estivessem enclausurados na jurisprudência do STF. Mas todas essas relações se objetivam na cidade. 

Uma unidade formal – em nosso caso, Curitiba – é um espaço dividido. Não se trata de afirmar um axioma tal “a riqueza é distribuída de forma desigual”. Quando falamos em cidade, nos vem logo à mente a imagem ideal de um grande centro: cultura, desenvolvimento, ruas largas, muitos carros, entretenimento, praças, monumentos, comércio. O centro de Curitiba, realmente, não nega esta imagem. Mas, o centro nega seu entorno. Assim, quando falamos em cidade, nos deparamos com o problema do acesso. A efervescência dos festivais está geograficamente localizada; as belas praças não estão presentes em bairros longínquos; os monumentos não representam todos que habitam e construíram a cidade, mas a história daqueles que formularam a recortada cidade modelo. 

Sobre essa cidade dividida pelo abismo entre centro e periferia incide uma política de segurança pública altamente seletiva, que opõe “cidadãos” e “inimigos”. Ao passo que as políticas higienistas e sanitaristas tentam insulflar uma “nova vida” ao centro “decadente”, as cercanias dos bairros nobres nunca foram tão fortemente vigiladas pelo poder policial. A Curitiba da lustrosa Rua Riachuelo, é a mesma Curitiba do violento Sítio Cercado.

Para o Estado brasileiro a resolução das desigualdades de classe é simples, no bordão do Requião: “polícia e cacete”. É mais fácil instalar uma UPS no Uberaba que realizar políticas públicas inclusivas. “Acelerem o crescimento!” – disseram os lulistas; e lá vai o povo correr atrás migalhas do PAC; da Copa e das Olimpíadas. Saímos do Estado de Direito para o Estado Vale Tudo! Vale cacete, vale porrada, vale guerra pra sustentar uma Curitiba que já sorri amarelo às violações de direitos humanos nas UPS. A nós, iniciados no mundo jurídico, vale lembrar que tudo isto ocorre à sombra da altaneira Lei. Lei de Exceção, pros íntimos: Lei Geral da Copa. O mesmo concreto que ergue a Arena da Baixada, soterra a periferia de Curitiba.

Este ano acontece o II Seminário de Direitos Humanos da Federação Nacional dos Estudantes- FENED, desta vez com o tema “Modelo de Desenvolvimento e Tratamento Penal da Miséria”. O evento acontecerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês no Rio de Janeiro. O Coletivo Maio entende que a participação dos estudantes no espaço do movimento estudantil de área é de suma importância mas, como não são todos que poderão participar do evento, viemos convidá-l@s para um debate prévio ao seminário sobre algo que perpassa também nossa realidade local. Optamos por operar um recorte no assunto e trabalhar mais a fundo o tema cidade. 

*Texto produzido para o panfleto de divulgação do evento.

Em debate: Cidade Modelo e Criminalização da Pobreza

9 maio

Tendo em vista o seminário de direitos humanos da FENED, que acontecerá entre os dias 18 e 20 de maio, o Coletivo Maio convida a tod@s para participarem de uma roda-debate sobre Cidade Modelo e Criminalização da Pobreza em Curitiba.

Os painéis do Seminário da FENED, que acontecerá no Rio, estão organizados sob o tema “Modelo de Desenvolvimento e Tratamento Penal da Miséria”, assim acreditamos ser importante levarmos algum acúmulo prévio, de forma que o debate lá realizado seja mais enriquecedor. 

Da mesma forma, embora as questões da polícia, da guerra contra o tráfico e das UPP’s sejam noticiadas e debatidas como se fossem próprias do Rio de Janeiro, aqui, em Curitiba tivemos nesta mesma semana a criação de mais uma UPS (Unidade Paraná Seguro). Este é só um exemplo, que embora se apresente em menores dimensões, ainda assim é fundado igualmente sobre um modelo de cidade excludente, que tem como condição a redução das questões sociais à famigerada “segurança pública”. 

Debatedores: 

Leandro Franklin Gorsdorf (Professor UFPR)
– Cidade e modelo de desenvolvimento –

Priscilla Plachá Sá (Professora de direito penal – UFPR)
– Polícia e Segurança pública – As UPS’s de Curitiba –

Renato de Almeida Freitas Jr. (Estudante – Coletivo Maio)
– Questão Social: caso de polícia – A higienização do centro e o encarceramento em massa- 

Ainda, Como prévia da prévia teremos:

Das 14h às 18:30 vai rolar no boulevard uma oficina de stencil do Maio! Levem suas cartolinas, tesouras, estiletes, chapas de raio-x e principalmente camisetas! 

http://www.facebook.com/events/307852782625044/

Feijoada no Itaqui neste domingo!

4 maio

Enquanto coletivo do movimento estudantil, pese a imprescindibilidade das questões mais estritas da educação, o Maio sempre defendeu que nossas pautas fossem referenciadas socialmente e que universidade não seja um espaço para debates de questões puramente corporativistas ou academicistas. Assim convidamos todas e todos a estarem presentes na Feijoada do Itaqui.  Neste domingo será lançada a campanha “Itaqui para ficar!”, que vem para afirmar essas pessoas e seu direito à moradia! Queremos regularização e infra-estrutura já!

O Itaqui foi um dos casos de gritante violação de direitos humanos aqui de Curitiba apresentados no Tribunal Popular. O dinheiro arrecadado c/ a feijoada irá para a construção da associação dos moradores do bairro.

O descaso das autoridades públicas não passará!

O Coletivo Maio apoia a luta popular!