Arquivo | Campanhas RSS feed for this section

Adesivaço contra a especulação imobiliária – SELVIP!

10 jun
Entre os dias 9 e 14 de junho, Curitiba sediará o 2º. Módulo da Escola Latino-Americana de Autogestão Popular da Secretaria Latino Americana de Moradia Popular – SELVIP.
.
A SELVIP foi criada em 1991 com o objetivo de enfrentar as políticas neoliberais e fortalecer os movimentos de base para moradia popular, numa perspectiva da propriedade coletiva e da autogestão. Esta Secretaria reúne movimentos populares de todos os países da América Latina e as lideranças de base desses movimentos vem aqui para se formar! A ideia é além de formar as lideranças em temas como a autogestão e propriedade coletiva, discutir (e criticar) as experiências concretas de moradia popular, especialmente no brasil, o minha casa minha vida, e outros.
 
A União Nacional por Moradia Popular (UNMP) é o movimento que nacionalmente compõe a SELVIP. Ademais, a ONG de Direitos Humanos, Terra de Direitos, está organizando junto com eles a realização do Módulo de Formação que ocorrerá aqui em Curitiba.

Pois bem, o módulo será aberto com um ato público que consistirá numa caminhada pelo centro de curitiba com ADESIVAÇO nos imóveis vazios e protesto contra a especulação imobiliária, os despejos, e a falta de comprometimento com políticas para garantir a moradia adequada. Após o ato, haverá a aula inaugural da Módulo que ocorrerá na Faculdade de Direito da UFPR, ministrada pelo Prof. Leandro Franklin Gosdorf, que é aberta para quem queira assistir.
.
O Coletivo Maio chama a todas e todos estudantes para se levantarem contra a especulação imobiliária e pelo direito de todas e todos à Cidade e à moradia adequada em toda a Améria Latina!
.
PARTICIPE JUNTO CONOSCO DO ADESIVAÇO – dia 10/06/2013, às 14 horas, concentração nas escadarias da Santos Andrade (o itinerário dos prédios será divulgado em breve).
Anúncios

9º Congresso do Coletivo Maio!

21 mar

No próximo final de semana, dos dias 22 a 24 de março, ocorrerá o 9º Congresso do Coletivo Maio. O dia 23 de março trará debates abertos à comunidade, com diversos temas e debatedores. Convidamos toda a comunidade acadêmica para debater conosco!

Segue a programação (a Profª Ligia Klein não poderá comparecer e será substituída pelo Prof. Luis Allan):

Image

 

Nota Pública do Coletivo Maio quanto às eleições do CRD

27 set

Aos nossos colegas, estudantes de direito da UFPR

 

Vento virador no clarão do mar

Vem sem raça e cor, quem viver verá

Vindo a viração vai se anunciar

Na sua voragem, quem vai ficar

Quando a palma verde se avermelhar

É o vento bravo

O vento bravo

 

Pensar política é uma atitude não apenas louvável nos nossos tempos (talvez) pós-modernos, mas necessaria. O esgotamento evidente das nossas estruturas, formas e deformas, que permeiam a “grande” política também se reflete no desgaste da política acadêmica. O Coletivo Maio foi e é o sintoma mais evidente desse desgaste, dessa negação do Mesmo.

Nas últimas eleições do Conselho de Representantes Discentes procuramos, através de um discurso, começar a mudar uma pequena realidade: a Faculdade de Direito da UFPR. Muitas vezes repudiado, chamado de demagógico, idealista, vazio etc, o nosso discurso nunca perdeu uma caracteristica essencial à nossa época: a radicalidade. Ir à raiz do problema: ser radical.

Já compusemos o CRD, assim como já tivemos maioístas no COUN (Conselho Universitário, a instância burocrática máxima de deliberação na UFPR), sabemos, portanto, os “ondes”: os lugares em que as pautas seriam atendidas. A nossa questão é o “como”. De nada adianta o discurso político sem a ação política. Do mesmo modo, de nada adianta a ação política sem o discurso político. “Como” intervervir na realidade das/os estudantes de Direito, estudantes de uma faculdade elitizada e autofágica? A nossa resposta continua sendo a mesma: através da mobilização, do movimento. Eis que nada é estático.

Precisamos de estrutura: livros, vidros duplos, salas de aula confortáveis e com boa acústica. Do mesmo modo precisamos de assistência estudantil, ainda mais aqueles que têm como maior preocupação não a prova de civil, mas o dia do pagamento do aluguel. Queremos estudar, pesquisar, fazer extensão, nos divertir nas festas, prestar disciplinar em outros cursos: queremos viver a Universidade de cem anos que se propagandeia. E sabemos dos limites do CRD, dos limites da política acadêmica, dos limites do nosso coletivo e dos nossos próprios limites individuais.

Contudo, ousamos usar essas pedras cotidianas dos nossos caminhos estudantis para politizar ao máximo as eleições do CRD. Denunciar à/ao estudante as políticas educacionais do nosso Governo Federal, bem como as escolhas de nossa reitoria e direção. Mostrar, nesses poucos 10 minutos de passagens em salas, a todas e todos que ainda existe quem acredite que a mudança é possível, e que queremos e precisamos da ajuda de todas/os vocês.

Nos últimos dois anos passamos por greves e mobilizações massivas na UFPR. Pudemos constatar a força de um movimento estudantil unificado e combativo, que sabe se localizar politicamente (à esquerda, sem medo de lutar ao lado do trabalhador, do excluído, do oprimido, do povo). Conquistamos as turmas divididas e o aumento de verbas para a assitência estudantil (inclusive com acréscimo quantitativo e valorativo das bolsas) através de nossa ação política.

Sabemos, infelizmente, que não há vitórias reais para a educação sem o confronto político. A democracia liberal em que vivemos não possui falhas no que se propõe. Não acreditamos que uma reforma do CRD ou de qualquer outra entidade trará mudanças reais na nossa faculdade ou na sociedade, não é a estrutura que faz o movimento, mas sim o movimento se apropria das estruturas quando possui táticas e estratégias de infervenção na realidade.

O Coletivo Maio se propõe desde 2008 a transformar a realidade “Fim da História” que reverbera nas colunas da Santos Andrade. Não descolamos o particular (faculdade) do total (educação brasileira). Não temos a ilusão de que mudaremos significativamente estruturas defasadas ou a complexa burocracia da estagnação. Entretanto, nos propomos, de forma humilde – e conscientes do necessário respaldo das/os estudantes, a mudar alguma coisa. Já não há humilhações públicas nas eleições. Já se debate política numa eleição considerada “menor” como a do CRD. Já temos todos os grupos da faculdade debatendo política educacional latu sensu (como o REUNI II). Já temos um corpo estudantil que sabe se posicionar e que vota em programas e não em caricaturas. Já começamos algo, há mais de quatro anos.

E é claro: continuaremos. Se o CRD não é competente para pleitear a equiparação das bolsas ao salário-mínimo, que seja competente para fomentar o debate na faculdade de Direito e mobilizar as/os estudantes. Se o CRD parece falho por um estatuto ou por uma (de)forma burocrática, que nós saibamos subvertê-lo e fazer da estrutura um megafone à voz das/os estudantes.

Vivemos há anos o desmonte da educação pública. O ensino em nossa faculdade é engordado num aulismo mascarador da insuficiência de nossa educação jurídica. O pensamento crítico, que tanto reivindicamos, é estreitado por ataques econômicos e ideológicos. A partir desse cenário, nós do Coletivo Maio vemos o estudante que não possui todas as oportunidades de berço. Sabemos que não temos todas as respostas e muitas vezes erramos por ainda sermos poucos. Contudo, não desistimos de sonhar, nem de botar a mão na massa por esses sonhos. Convidamos todas e todos, dos primeiros aos quintos anos, a também não desistirem de sonhar ou de lutar para mudar a nossa realidade.

Que os ventos virem.

Coletivo Maio

Vira Vento! – Chapa CRD 2012/2013

26 set

Acesse aqui a Carta-Programa da chapa Vira Vento, do Coletivo Maio, às eleições do Conselho de Representantes Discentes (CRD) do Curso de Direito da UFPR!

carta programa – vira vento

Além disso, convidamos à todas/os a comparecer na plenária aberta da chapa nessa quarta-feira, 26/09, às 17h no Boulevard!

Vem ano, vai chapa, volta o mesmo intento: soprar mais um pouco de nada na estagnação do “tento”. Personalissimesmo CRD! Ponto por ponto num programa pronto: mesa é voto, côisa é voto, jargão é voto. É o debate aqui dentro? 

Vira vento!

(Re)Apresentar uma representação é pouco, lamento! Esse povo jurídico quer saber seu direito! Vira vento! Venha debater conosco CRD: nossa concepção, os limites desse espaço, o que propomos e como podemos construir juntos a nossa educação jurídica!

evento no facebook


Ato Contra a Homofobia na PUC-PR hoje!

16 maio

Boa Tarde, navegantes.

Nós do Coletivo Maio ficamos sabendo de mais um caso de homofobia, desta vez na PUC. Duas alunas, ao caminharem abraçadas pelo corredor da universidade, foram constrangidas por um professor, que disse que a conduta delas não era permitida dentro da universidade. Ficou óbvio o ataque homofóbico às meninas, que informaram amigos próximos. A partir daí, houve a confecção da Moção de Repúdio (que segue este introdução) e a construção ato contra a Homofobia que ocorrerá nesta quarta-feira (16/05).

Ao passo que somos comprometidos com a luta incessante contra as opressões dessa sociedade capitalista, heteronormativa, racista e elitista, nós do Coletivo Maio convidamos todas e todos @s estudantes do curso de Direito a compor o ato, que ocorrerá no campus da PUC-PR às 18h, seguido de um debate às 19h.

Moção de Repúdio à agressão lesbofóbica sofrida por estudantes da PUCPR

Viemos, através desta, expressar nosso profundo repúdio à agressão lesbofóbica sofrida pelas estudantes dos cursos de Sociologia e Serviço Social da PUC do Paraná, por um Profº, que identificou-se como Wesley Santana. Na ocasião do fato, o citado abordou as estudantes de forma grosseira, solicitando o nome das mesmas e afirmando que não aceitava esse tipo de atitude dentro da instituição (a atitude a qual ele se referia era as estudantes estarem de mãos dadas no corredor da Escola de Educação e Humanidades da PUCPR).

É inadmissível que essas situações ocorram no interior de uma universidade, a qual deve ser um espaço de promoção do conhecimento e do respeito as diversidades. A homofobia, bem como o racismo e o machismo, são males que a cada dia fazem mais vitimas em todo o mundo, sendo o nosso país campeão de agressão a LGBTTs e a mulheres, e por isso não podemos aceitar que manifestações como a que ocorreu na PUCPR continuem ocorrendo. Por fim, expressamos nossa total solidariedade às estudantes, fazemos um chamado a todas organizações a se manifestarem sua indignação ao ocorrido, e que a Reitoria da universidade abra uma sindicância para apurar o caso.

‘’A nossa luta é todo o dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia’’.

Curitiba, 08 de Maio de 2012.

ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes Livre
Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
Coletivo Maio
Grupo de Gênero – Direito UFPR
CAASO PUCPR – Centro Acadêmico Autônomo de Sociologia
CAEF UFPR – Centro Acadêmico de Educação Física
CASS PUCPR – Centro Acadêmico de Serviço Social
DCE EMBAP – Diretório Central de Estudantes da Escola de Música e Belas Artes do Paraná
ENESSO – Executiva Nacional das Estudantes de Serviço Social
LPJ – Levante Popular da Juventude
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

Mas, qual cidade?

10 maio

Fala-se muito das relações sociais (e desiguais) das pessoas de forma abstrata, deslocada da concretude do mundo, como se de fato, os casos que nos chegam estivessem enclausurados na jurisprudência do STF. Mas todas essas relações se objetivam na cidade. 

Uma unidade formal – em nosso caso, Curitiba – é um espaço dividido. Não se trata de afirmar um axioma tal “a riqueza é distribuída de forma desigual”. Quando falamos em cidade, nos vem logo à mente a imagem ideal de um grande centro: cultura, desenvolvimento, ruas largas, muitos carros, entretenimento, praças, monumentos, comércio. O centro de Curitiba, realmente, não nega esta imagem. Mas, o centro nega seu entorno. Assim, quando falamos em cidade, nos deparamos com o problema do acesso. A efervescência dos festivais está geograficamente localizada; as belas praças não estão presentes em bairros longínquos; os monumentos não representam todos que habitam e construíram a cidade, mas a história daqueles que formularam a recortada cidade modelo. 

Sobre essa cidade dividida pelo abismo entre centro e periferia incide uma política de segurança pública altamente seletiva, que opõe “cidadãos” e “inimigos”. Ao passo que as políticas higienistas e sanitaristas tentam insulflar uma “nova vida” ao centro “decadente”, as cercanias dos bairros nobres nunca foram tão fortemente vigiladas pelo poder policial. A Curitiba da lustrosa Rua Riachuelo, é a mesma Curitiba do violento Sítio Cercado.

Para o Estado brasileiro a resolução das desigualdades de classe é simples, no bordão do Requião: “polícia e cacete”. É mais fácil instalar uma UPS no Uberaba que realizar políticas públicas inclusivas. “Acelerem o crescimento!” – disseram os lulistas; e lá vai o povo correr atrás migalhas do PAC; da Copa e das Olimpíadas. Saímos do Estado de Direito para o Estado Vale Tudo! Vale cacete, vale porrada, vale guerra pra sustentar uma Curitiba que já sorri amarelo às violações de direitos humanos nas UPS. A nós, iniciados no mundo jurídico, vale lembrar que tudo isto ocorre à sombra da altaneira Lei. Lei de Exceção, pros íntimos: Lei Geral da Copa. O mesmo concreto que ergue a Arena da Baixada, soterra a periferia de Curitiba.

Este ano acontece o II Seminário de Direitos Humanos da Federação Nacional dos Estudantes- FENED, desta vez com o tema “Modelo de Desenvolvimento e Tratamento Penal da Miséria”. O evento acontecerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês no Rio de Janeiro. O Coletivo Maio entende que a participação dos estudantes no espaço do movimento estudantil de área é de suma importância mas, como não são todos que poderão participar do evento, viemos convidá-l@s para um debate prévio ao seminário sobre algo que perpassa também nossa realidade local. Optamos por operar um recorte no assunto e trabalhar mais a fundo o tema cidade. 

*Texto produzido para o panfleto de divulgação do evento.

Feijoada no Itaqui neste domingo!

4 maio

Enquanto coletivo do movimento estudantil, pese a imprescindibilidade das questões mais estritas da educação, o Maio sempre defendeu que nossas pautas fossem referenciadas socialmente e que universidade não seja um espaço para debates de questões puramente corporativistas ou academicistas. Assim convidamos todas e todos a estarem presentes na Feijoada do Itaqui.  Neste domingo será lançada a campanha “Itaqui para ficar!”, que vem para afirmar essas pessoas e seu direito à moradia! Queremos regularização e infra-estrutura já!

O Itaqui foi um dos casos de gritante violação de direitos humanos aqui de Curitiba apresentados no Tribunal Popular. O dinheiro arrecadado c/ a feijoada irá para a construção da associação dos moradores do bairro.

O descaso das autoridades públicas não passará!

O Coletivo Maio apoia a luta popular!