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9º Congresso do Coletivo Maio!

21 mar

No próximo final de semana, dos dias 22 a 24 de março, ocorrerá o 9º Congresso do Coletivo Maio. O dia 23 de março trará debates abertos à comunidade, com diversos temas e debatedores. Convidamos toda a comunidade acadêmica para debater conosco!

Segue a programação (a Profª Ligia Klein não poderá comparecer e será substituída pelo Prof. Luis Allan):

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Ato Contra a Homofobia na PUC-PR hoje!

16 maio

Boa Tarde, navegantes.

Nós do Coletivo Maio ficamos sabendo de mais um caso de homofobia, desta vez na PUC. Duas alunas, ao caminharem abraçadas pelo corredor da universidade, foram constrangidas por um professor, que disse que a conduta delas não era permitida dentro da universidade. Ficou óbvio o ataque homofóbico às meninas, que informaram amigos próximos. A partir daí, houve a confecção da Moção de Repúdio (que segue este introdução) e a construção ato contra a Homofobia que ocorrerá nesta quarta-feira (16/05).

Ao passo que somos comprometidos com a luta incessante contra as opressões dessa sociedade capitalista, heteronormativa, racista e elitista, nós do Coletivo Maio convidamos todas e todos @s estudantes do curso de Direito a compor o ato, que ocorrerá no campus da PUC-PR às 18h, seguido de um debate às 19h.

Moção de Repúdio à agressão lesbofóbica sofrida por estudantes da PUCPR

Viemos, através desta, expressar nosso profundo repúdio à agressão lesbofóbica sofrida pelas estudantes dos cursos de Sociologia e Serviço Social da PUC do Paraná, por um Profº, que identificou-se como Wesley Santana. Na ocasião do fato, o citado abordou as estudantes de forma grosseira, solicitando o nome das mesmas e afirmando que não aceitava esse tipo de atitude dentro da instituição (a atitude a qual ele se referia era as estudantes estarem de mãos dadas no corredor da Escola de Educação e Humanidades da PUCPR).

É inadmissível que essas situações ocorram no interior de uma universidade, a qual deve ser um espaço de promoção do conhecimento e do respeito as diversidades. A homofobia, bem como o racismo e o machismo, são males que a cada dia fazem mais vitimas em todo o mundo, sendo o nosso país campeão de agressão a LGBTTs e a mulheres, e por isso não podemos aceitar que manifestações como a que ocorreu na PUCPR continuem ocorrendo. Por fim, expressamos nossa total solidariedade às estudantes, fazemos um chamado a todas organizações a se manifestarem sua indignação ao ocorrido, e que a Reitoria da universidade abra uma sindicância para apurar o caso.

‘’A nossa luta é todo o dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia’’.

Curitiba, 08 de Maio de 2012.

ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes Livre
Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
Coletivo Maio
Grupo de Gênero – Direito UFPR
CAASO PUCPR – Centro Acadêmico Autônomo de Sociologia
CAEF UFPR – Centro Acadêmico de Educação Física
CASS PUCPR – Centro Acadêmico de Serviço Social
DCE EMBAP – Diretório Central de Estudantes da Escola de Música e Belas Artes do Paraná
ENESSO – Executiva Nacional das Estudantes de Serviço Social
LPJ – Levante Popular da Juventude
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

Mas, qual cidade?

10 maio

Fala-se muito das relações sociais (e desiguais) das pessoas de forma abstrata, deslocada da concretude do mundo, como se de fato, os casos que nos chegam estivessem enclausurados na jurisprudência do STF. Mas todas essas relações se objetivam na cidade. 

Uma unidade formal – em nosso caso, Curitiba – é um espaço dividido. Não se trata de afirmar um axioma tal “a riqueza é distribuída de forma desigual”. Quando falamos em cidade, nos vem logo à mente a imagem ideal de um grande centro: cultura, desenvolvimento, ruas largas, muitos carros, entretenimento, praças, monumentos, comércio. O centro de Curitiba, realmente, não nega esta imagem. Mas, o centro nega seu entorno. Assim, quando falamos em cidade, nos deparamos com o problema do acesso. A efervescência dos festivais está geograficamente localizada; as belas praças não estão presentes em bairros longínquos; os monumentos não representam todos que habitam e construíram a cidade, mas a história daqueles que formularam a recortada cidade modelo. 

Sobre essa cidade dividida pelo abismo entre centro e periferia incide uma política de segurança pública altamente seletiva, que opõe “cidadãos” e “inimigos”. Ao passo que as políticas higienistas e sanitaristas tentam insulflar uma “nova vida” ao centro “decadente”, as cercanias dos bairros nobres nunca foram tão fortemente vigiladas pelo poder policial. A Curitiba da lustrosa Rua Riachuelo, é a mesma Curitiba do violento Sítio Cercado.

Para o Estado brasileiro a resolução das desigualdades de classe é simples, no bordão do Requião: “polícia e cacete”. É mais fácil instalar uma UPS no Uberaba que realizar políticas públicas inclusivas. “Acelerem o crescimento!” – disseram os lulistas; e lá vai o povo correr atrás migalhas do PAC; da Copa e das Olimpíadas. Saímos do Estado de Direito para o Estado Vale Tudo! Vale cacete, vale porrada, vale guerra pra sustentar uma Curitiba que já sorri amarelo às violações de direitos humanos nas UPS. A nós, iniciados no mundo jurídico, vale lembrar que tudo isto ocorre à sombra da altaneira Lei. Lei de Exceção, pros íntimos: Lei Geral da Copa. O mesmo concreto que ergue a Arena da Baixada, soterra a periferia de Curitiba.

Este ano acontece o II Seminário de Direitos Humanos da Federação Nacional dos Estudantes- FENED, desta vez com o tema “Modelo de Desenvolvimento e Tratamento Penal da Miséria”. O evento acontecerá nos dias 18, 19 e 20 deste mês no Rio de Janeiro. O Coletivo Maio entende que a participação dos estudantes no espaço do movimento estudantil de área é de suma importância mas, como não são todos que poderão participar do evento, viemos convidá-l@s para um debate prévio ao seminário sobre algo que perpassa também nossa realidade local. Optamos por operar um recorte no assunto e trabalhar mais a fundo o tema cidade. 

*Texto produzido para o panfleto de divulgação do evento.

CAP-UFPR apoia a chapa do Coletivo MAIO.

5 out

Universidade Federal do Paraná

Centro Acadêmico de Psicologia

Curitiba,30 de setembro de 2010

Centro Acadêmico de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (CAP UFPR) vem por meio desta, manifestar publicamente seu apoio político à Chapa O Fim do Picadeiro, composto pelo Coletivo Maio, que disputa a gestão 2010/2011 do Centro Acadêmico Hugo Simas (CAHS) da Faculdade de Direito da UFPR.

Desde a criação do Coletivo Maio, o CAP acompanha as suas lutas e conquistas no Movimento Estudantil de Direito, e as considera de extrema importância para a comunidade acadêmica e para a sociedade.

Durante o ano de 2010, o Coletivo proporcionou atividades como uma jornada ao MST, promovendo o debate aos estudantes e desmistificando vários pré-conceitos e inverdades sobre o movimento. Atuou na construção e realização do Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra; levou delegados no XIV Congresso de Estudantes da UFPR e tem feito estudos qualificados e abertos para todos os estudantes sobre a questão de gênero.

Essas lutas estão de acordo com as bandeiras que temos no Centro Acadêmico de Psicologia, assim sendo, apoiamos o Coletivo que de maneira concreta se mobiliza para fazer críticas, aprofundando debates que proponham uma real mudança desse sistema social,que para beneficiar a alguns, oprime a grande maioria.

Força a estes futuros advogados comprometidos com a luta do povo!

CAP-UFPR Gestão Revirando a noite, revelando o dia, 2009/2010

Respeitável público! Entram no picadeiro os inseparáveis gêmeos siameses!

5 out

Unidos pelo tronco, mas com cabeças diferentes – uma verde, outra azul – eles estão em uma constante briga. Um contra o outro, não percebem que estão grudados no mesmo corpo: o corpo da burocracia institucional.

A política acadêmica da faculdade anda muito parecida. Na verdade, ela anda “univitelínica”. Esses gêmeos se transformam em burocratas, que defendem interesses particulares, mas se escondem atrás de grossa maquiagem: O CAHS “nunca fez tanto Movimento Estudantil” (mas não quis enviar delegação ao Encontro Nacional); O CAHS “funciona por coordenações” (que nunca fazem reuniões); afirma-se “plural” (mas defende uma falsa “neutralidade” conservadora); discute “gênero” (mas vai aos Jogos Jurídicos cantando “caloura puchiana”).

Neste circo, o papel dos siameses é a mágica eleitoreira: sua principal atração. Grandes eventos e publicações lançadas duas semanas antes das eleições. Instalam-se televisões e mesas de sinucas, como os políticos que abrem estradas e constroem escolas. E, acreditem, há fraudes aqui como em Brasília (os votos de suínos valem o dobro!). Que ótimos mímicos!

Neste picadeiro, o Movimento Estudantil funciona como delivery, os gêmeos não querem que os estudantes levantem o traseiro da carteira para nada: não fazem assembleias nem reuniões e só “mobilizam” os estudantes PARA uma consulta que, claro, prescinde o debate.

Puxando um o cabelo do outro, pautam-se pela pequena política – qual festa é mais barata, qual marca de festa é ou não “propriedade” dos estudantes, qual é a data do estatuto para isso e aquilo… Não vão além do óbvio: “competência”, “eficiência”, “gestão”. O CAHS é uma microempresa e o ME um serviço de atendimento ao consumidor.

Os siameses se prendem a instituições hierarquizadas, têm presidente ou dono, e são financiados pelos professores, que dão milhares de reais com uma mão, para pegar vinculação política e servilismo com a outra. O autofinanciamento ainda é um mistério para esses gêmeos.

Democracia não é defender interesses particulares (seja o IRA de um formando, ou o ramo do direito que sua família estuda) e renovação não é repetir formas burocráticas. Por isso,  Coletivo Maio convida a todos para tocarmos fogo nesse circo! É o fim do picadeiro, porque essa baixa política acadêmica de irmãos siameses que só debatem picuinha e obviedades é o fim da picada!

Oficina de Stencil

4 out

O Coletivo Maio está reunido nesta tarde para realizar a oficina de Stencil da Campanha “Fim do Picadeiro”.

Apareça para fazer a sua camiseta!

Fim do picadeiro

3 out